Como calcular o retorno sobre investimento em ativos empresariais? 9 passos!

Calcular o retorno sobre investimento em ativos empresariais exige analisar quanto determinado bem realmente gera de resultado em comparação ao capital aplicado. Imóveis, máquinas, equipamentos e tecnologias podem apresentar retornos bastante diferentes ao longo do tempo.

Uma análise completa considera receitas, despesas, manutenção, valorização e vida útil. Dessa forma, gestores conseguem comparar alternativas e direcionar recursos para ativos que façam sentido dentro da estratégia financeira da organização. Acompanhe!

Confira 9 passos para conseguir calcular o retorno sobre investimento em ativos empresariais

1. Determine o investimento total realizado

Para calcular o retorno sobre investimento em ativos empresariais, comece identificando todo o capital necessário para adquirir e colocar o bem em funcionamento. Considerar somente o preço de compra pode produzir uma visão incompleta do investimento realizado.

Calcular o retorno sobre um imóvel corporativo exige considerar variáveis que vão além do preço de aquisição e da valorização de mercado. Uma avaliação técnica feita por uma empresa de engenharia civil industrial ajuda a estimar os custos futuros com manutenção estrutural, oferecendo uma projeção realista da rentabilidade do ativo ao longo dos anos.

Inclua despesas com instalação, reformas, transporte, impostos, taxas e adaptações necessárias. Quanto mais completo for o levantamento inicial, mais confiável será a análise financeira utilizada posteriormente pela empresa.

2. Identifique todas as receitas geradas

O segundo passo para calcular o retorno sobre investimento em ativos empresariais é identificar quanto dinheiro o ativo consegue gerar direta ou indiretamente. Um imóvel alugado, por exemplo, possui uma receita facilmente identificável por meio dos pagamentos mensais.

Em outros casos, o retorno pode aparecer como aumento de produção ou capacidade de atendimento. Uma nova máquina pode permitir fabricar mais unidades por dia, enquanto uma tecnologia pode ampliar o volume de operações realizadas pela equipe.

Defina um período para fazer essa análise, como um ano. Utilizar períodos padronizados facilita a comparação entre diferentes investimentos e permite acompanhar se o desempenho melhora ou piora ao longo do tempo.

3. Levante os custos de manutenção

Quem deseja calcular o retorno sobre investimento em ativos empresariais precisa descontar os gastos necessários para manter cada bem funcionando. Quanto maiores essas despesas, menor poderá ser o retorno efetivamente proporcionado pelo investimento.

Manutenções preventivas, reparos, peças, inspeções, seguros e contratos de assistência são alguns exemplos. Em imóveis, também podem existir despesas com conservação, reformas e adequações realizadas ao longo dos anos.

Utilize registros históricos sempre que estiverem disponíveis. Eles ajudam a criar projeções mais próximas da realidade e evitam trabalhar somente com estimativas otimistas sobre os custos futuros do patrimônio.

4. Considere os custos operacionais

Outro cuidado para calcular o retorno sobre investimento em ativos empresariais é observar despesas relacionadas à utilização cotidiana. Um equipamento pode ser produtivo, mas consumir energia, insumos e mão de obra em quantidade elevada.

O mesmo raciocínio vale para imóveis. Condomínio, segurança, limpeza, energia e outras despesas podem interferir significativamente no resultado econômico produzido pelo ativo durante sua utilização.

Separar esses custos ajuda a compreender onde o dinheiro está sendo gasto. Também permite identificar oportunidades de eficiência que podem melhorar o retorno sem exigir a substituição imediata do bem.

5. Calcule o ganho líquido proporcionado pelo ativo

Para calcular o retorno sobre investimento em ativos empresariais, é necessário descobrir o ganho líquido depois das despesas associadas ao investimento. Essa etapa evita confundir faturamento ou receita bruta com retorno efetivamente obtido.

De maneira simplificada, o ganho líquido pode ser encontrado descontando os custos relacionados ao ativo das receitas ou benefícios financeiros gerados por ele. Depois disso, o resultado pode ser comparado ao investimento realizado.

É importante manter o mesmo critério ao analisar diferentes alternativas. Comparações baseadas em metodologias diferentes podem fazer um ativo parecer mais rentável apenas porque determinados custos foram ignorados em seu cálculo.

6. Aplique o cálculo do ROI

Depois de reunir as informações, calcular o retorno sobre investimento em ativos empresariais passa pela aplicação do ROI. Em uma abordagem simplificada, divide-se o ganho líquido pelo valor investido e multiplica-se o resultado por 100 para obter uma porcentagem.

Imagine um investimento de R$ 100 mil que tenha produzido R$ 20 mil de ganho líquido no período analisado. Nesse exemplo simplificado, o retorno correspondente seria de 20% sobre o capital inicialmente aplicado.

O indicador é útil, mas precisa ser interpretado dentro do contexto. Dois ativos podem apresentar o mesmo percentual de retorno, porém possuir riscos, prazos, liquidez e necessidades de manutenção completamente diferentes.

7. Defina o período de análise

Também é fundamental estabelecer um horizonte temporal ao calcular o retorno sobre investimento em ativos empresariais. Comparar um resultado obtido em seis meses com outro acumulado durante cinco anos pode gerar conclusões equivocadas.

Ativos de longa duração precisam ser observados durante períodos compatíveis com suas características. Imóveis e equipamentos industriais, por exemplo, normalmente possuem uma lógica diferente de tecnologias que se tornam obsoletas rapidamente.

Criar análises anuais e projeções de médio ou longo prazo ajuda a visualizar o comportamento esperado. Isso permite identificar em quanto tempo o capital poderá retornar e quando o investimento começará efetivamente a produzir ganhos.

8. Considere valorização e depreciação

Nem todo resultado aparece diretamente no fluxo de caixa. Alguns ativos podem ganhar valor ao longo do tempo, enquanto outros sofrem depreciação devido ao uso, desgaste ou avanço tecnológico.

Imóveis bem localizados podem apresentar valorização, embora isso não seja garantido. Máquinas e equipamentos, por outro lado, geralmente perdem valor com o passar dos anos e podem exigir substituição depois de determinado período.

Essas mudanças devem entrar na análise patrimonial e financeira quando forem relevantes. Ignorá-las pode fazer a empresa superestimar o valor futuro de equipamentos antigos ou subestimar ativos que preservaram ou ampliaram seu valor.

9. Compare o retorno com outras alternativas

O resultado de um investimento ganha mais significado quando comparado a outras possibilidades disponíveis. Um retorno aparentemente positivo pode não ser tão interessante caso existam alternativas com melhor relação entre risco, prazo e rentabilidade.

Também considere fatores estratégicos que não aparecem imediatamente no cálculo. Um equipamento pode gerar retorno financeiro moderado, mas ser indispensável para ampliar capacidade, melhorar qualidade ou permitir a entrada da empresa em um novo mercado.

Por fim, revise os números periodicamente e atualize custos, receitas e projeções. Avaliar ativos continuamente ajuda a identificar quais investimentos continuam contribuindo para o negócio e quais precisam de melhorias, substituição ou uma nova estratégia de utilização. Até a próxima!