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Projeto de aumento salarial da BM é considerado uma afronta para categoria 


Proposta é de aumento de 245% para soldados e de 151% para tenentes até 2018

O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, entregou nesta segunda-feira ao presidente da Assembleia Legislativa do RS, Pedro Westphalen, projeto de lei que prevê reajuste salarial de 245% para os soldados e de 151% para tenentes, até 2018, para os servidores de nível médio da Brigada Militar (BM).

Os líderes da categoria consideram o projeto uma afronta às negociações realizadas até agora. O presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf) – que congrega soldados e cabos -. Leonel Lucas, afirmou que a categoria “levou uma rasteira”. “O governo nos garantiu que não levaria o projeto para a Assembleia enquanto não houvesse um consenso. A categoria vai explodir, pois o governo privilegia quem ganha mais. Isso é uma afronta”, reclamou.

“Estamos muito preocupados com o que aconteceu. Foi uma surpresa para nós o que o governo está fazendo para nós e tínhamos uma reunião marcada para amanhã. Até agora as entidades foram fieis com o governo e ocorre isso”, acrescentou Lucas.

Já o presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar (ASSTBM), Aparício Santellano, disse que reunião agendada para às 14h desta terça-feira definirá o futuro das negociações: “A categoria rejeitou a última proposta. Propomos que o salário inicial do soldado correspondesse a 58% do que ganha o coronel. Isso daria um aumento imediato de 75%”, frisou.

Para Pestana, a proposta representa um avanço para a tropa. “Na verdade, é um reajuste para os servidores de nível médio da Brigada Militar. Eram os únicos da área da segurança que ainda não tínhamos apresentado um projeto de reajuste até 2018”, afirmou. “Quando assumimos o governo, um soldado recebia R$ 1.171,00 e, em 2018, estará recebendo, em seu básico, R$ 4 mil. Do nosso ponto de vista é um sinal claro da valorização que o governo está dando para a área da segurança”, garantiu.

O comandante-geral da BM, coronel Fábio Fernandes, considerou que a proposta resolve um problema da tropa. “Só esta categoria ainda não tinha sido reajustada. A tropa estava com muitas incertezas e acreditamos que a pesquisa que faremos vai apontar todas as necessidades. Também vamos implantar os cursos de capacitação, que estavam parados”, argumentou.

Fepam

Os servidores da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) terão plano de carreira e de salários. O chefe da Casa Civil também entregou projeto na Assembleia Legislativa que regulamenta o trabalho de despachantes com o Detran.

De acordo com o presidente da Fepam, Nilvo Silva, este projeto vai resolver o problema de falta de técnicos da fundação. “Eles acabavam saindo em pouco tempo porque não havia plano de carreira. E também estimula a capacitação dos servidores, que poderão progredir dentro da instituição. Representa uma capacidade de resposta maior às demandas sociais”, afirmou.

Silva também informou que um concurso público deverá ocorrer, pois o atual modelo não permite mais contratações. “Passamos a ter mais atribuições por causa do problema da mineração de areia no rio Jacuí. Temos 330 funcionários, sendo 230 de nível superior, e não conseguimos atender toda nossa demanda”, informou.


Fonte: Correio do Povo